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Em tempos de Coronavírus, táxi-aéreo vê aumento na demanda por voos fretados no Brasil

Serviço aéreo especializado de UTI é o maior beneficiado por pacientes em busca de leitos para tratamento de COVID-19 em outros estados.

 

Por João Paulo Moralez

 

Enquanto a aviação comercial tem presenciado uma crise sem precedentes em toda a sua história, a aviação geral registrou aumento na demanda nos últimos meses – principalmente com aeronaves equipadas com UTI aérea.

São Paulo e Brasília são os destinos mais procurados por clientes situados no norte e no nordeste em busca de leitos.

A demanda aumentou 30% e o voo neste caso só é realizado quando há vaga no hospital de destino que vai receber paciente.

Grandes empresas e até o Sistema Único de Saúde são os que mais requisitam esse tipo de voo, sendo que neste caso contrata os táxi-aéreos especializados para remover um paciente de um local afastado para grandes centros urbanos.

Hoje, no Brasil, existem apenas 46 empresas de aviação executiva são autorizadas para esse tipo de operação e em um mês a demanda cresceu 50%.

Em março, no início da crise, houve também um aumento significativo de voos internacionais partindo do Brasil para outros países. Os principais clientes nesses casos eram turistas que estavam impedidos de voar por companhias aéreas comerciais para os seus países de origem. Estima-se que em março, a América Latina como um todo registrou um aumento de 69% nesse tipo de voo. Os valores cobrados pelas empresas também aumentaram, dobrando em alguns casos se comparado com o mês de março de 2019.

A aviação executiva também tem sido uma opção num mercado onde muitas rotas foram abandonadas pelas grandes companhias aéreas. Apesar de mais caro, o passageiro tem flexibilidade no horário e fica em torno de 20 vezes menos exposto ao Coronavírus se comparado a uma viagem num avião comercial. Em Florianópolis, por exemplo, o movimento da aviação executiva superarou em quase 29% aqueles da aviação comercial.